dos três que não são nenhum.

A dor; a flor; o sabor.
 A flor é o sabor da dor. O sabor é a dor da flor. A dor é a flor do sabor.
 Roube a beleza da flor e deixe-me o sabor da dor.
 A negação da minha natureza. Quanta estupidez nos atos dessa dor.
 
 Meus desejos não saciados, sua proteção roubada e meu individualismo comunitarizado.
 A posição e seu corpo causando-me sinestesicamente um sabor caótico.
 A degeneração do humano é louvada pelas crenças e por um mundo robotizado.
 Mas a conseqüência apenas isso é; os sãos procuram a salvação no neurótico.

 Tudo isso, tudo aquilo e mais a salvação; qual? Voltar a nada ser ou nada ser assumir?
 A estética da flor é sentida como virtude da futilidade.
 Mas o frio que vejo meu corpo de rocha em potência sentir faz-me em pensamentos consumir.

 Não, eu não sei; não, você não pode saber. Todavia, a felicidade é falsa e a falsidade só engodo produz.
 Não, eu não ligo. Sim, minha multiplicidade torna-me raso e hábil artesão de máscaras.
 O astro absorve-me a água, me absorve. Tudo flui, menos eu. Sabedoria em ignorância se reduz. Vida é dor; amor é flor; saber é sabor e, eu, é quem me produz.
30/08/2006

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3 comentários

  1. De fato. Eu fico, cá entre nós, só com “o sabor da dor”, isto é: a flor. Deixo o sabor e a dor de lado. Dor? Quem me dera fazer calar. Sabor? Fosse preciso, silenciar a Dor, abriria mão dele também.

    Saudações.

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