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	<title>'Quem', será?</title>
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		<title>'Quem', será?</title>
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		<title>O encontro de tartarugas esclerosadas</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 17:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da ficção à desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Do amor - do resíduo]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Ausência]]></category>
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		<category><![CDATA[Promessa]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontre amores, encontre palavras para quem você quer endereçar amores,
Encontre paixões, não negue a conduta do prometer,
Encontre o esquecer que tanto lhe apraz, encontre os risíveis amores,
Encontre tudo o que puder nisso que apenas torna indiferente esse morrer.
Encontre mais valores morais para seguir, principalmente para ser livre e não ser moral,
E nem mortal, e viver [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=167&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Encontre amores, encontre palavras para quem você quer endereçar amores,<br />
Encontre paixões, não negue a conduta do prometer,<br />
Encontre o esquecer que tanto lhe apraz, encontre os risíveis amores,<br />
Encontre tudo o que puder nisso que apenas torna indiferente esse morrer.</p>
<p>Encontre mais valores morais para seguir, principalmente para ser livre e não ser moral,<br />
E nem mortal, e viver na era de aquário num Éden artificial com incensos de tarja preta.<br />
E assim novamente dizer que ama, porque te sentes envolto numa ausência carnal.<br />
E achas que o ressentimento é apenas um detalhe dos que não mais tem qualquer meta.</p>
<p>E assim te preenchas com aquele sol de vidro em uma sexta-feira à noite,<br />
Ruminando dinheiro por outrem mascado, achando-te autêntico ao não dar o bote,<br />
E ficando feliz por ganhar novamente um novo motivo para seguir um ígneo amor.</p>
<p>Tão ígneo que se apaga com a menor constatação da própria reles insignificância,<br />
Mas tão profundo que já se esquece disso, criando mais um motivo para seguir com ardor.<br />
E assim te tornas livre, sem moral, sem conceitos, apenas seguindo sem memória o que foi dito e ordenado com magnificência.</p>
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		<item>
		<title>O roubo e o arroubo.</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/10/07/o-roubo-e-o-arroubo/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/10/07/o-roubo-e-o-arroubo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 01:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Do amor - do resíduo]]></category>
		<category><![CDATA[Na alteridade do espelho-quebrado]]></category>
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		<category><![CDATA[Resíduo]]></category>
		<category><![CDATA[Ressentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Roubo]]></category>

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		<description><![CDATA[E vamos roubar uns raios desse sol, vamos roubar um ao outro,
E vamos brincar de odiar deus, vamos odiar um ao outro,
E vamos ser o nosso erro, o erro que perpetua sempre como outro,
E vamos fugir juntos, para no final voltarmos a ser sem qualquer outro.
(E no lar, o ressentimento assume a força real da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=164&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>E vamos roubar uns raios desse sol, vamos roubar um ao outro,<br />
E vamos brincar de odiar deus, vamos odiar um ao outro,<br />
E vamos ser o nosso erro, o erro que perpetua sempre como outro,<br />
E vamos fugir juntos, para no final voltarmos a ser sem qualquer outro.</p>
<p>(E no lar, o ressentimento assume a força real da intransigência.)<br />
Quero estar contigo nessa distância que nos separa,<br />
Prefiro ter a possibilidade de lhe ver, assegurando minha ontologia,<br />
Do que lhe ter como um fato, deliciando-me cada vez mais com a paz amiúde rara.</p>
<p>Se pudesse seria você, já que sou quase eu.<br />
(Não, não sou mais que eu; isso me seria uma fraqueza muito grande.)<br />
Sou apenas quase eu, por vezes ausente de eu, mas ainda quase eu.</p>
<p>E vamos roubar mais um sol, enquanto nesse nosso badalar transcendo à liberdade,<br />
Enquanto no lar de meu fardo deixo-me apenas ser o que quer ser,<br />
Enquanto torno-me o fatalista sempre disposto à piegas piedade.</p>
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		<item>
		<title>Do sangue ecumênico</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/10/01/do-sangue-ecumenico/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/10/01/do-sangue-ecumenico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da ficção à desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos metafísicos - ou quase isso]]></category>
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		<category><![CDATA[Sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Àquela solidão de mil anos não era mensurável nem mesmo em um calendário,
Histórico de contravenções hereditárias, onde a decadência sempre fora celebrada num relicário,
Mesmo essa solidão não poderia ser entregue ao mero arcabouço literário&#8230;
Mas o que se via ali era a eterna solidão, residindo naquele ser como um pequeno vestuário.
E a necessidade geral, de motivos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=161&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Àquela solidão de mil anos não era mensurável nem mesmo em um calendário,<br />
Histórico de contravenções hereditárias, onde a decadência sempre fora celebrada num relicário,<br />
Mesmo essa solidão não poderia ser entregue ao mero arcabouço literário&#8230;<br />
Mas o que se via ali era a eterna solidão, residindo naquele ser como um pequeno vestuário.</p>
<p>E a necessidade geral, de motivos e crenças, jazia como outra dimensão,<br />
Sentia que o próprio sangue não lhe era tão próprio,<br />
Mas ainda sabia que, antes das palavras, estava o vazio que orientava a compreensão,<br />
Numa diáspora que o tornava estrangeiro a si próprio, num asco ao opróbrio.</p>
<p>E quando ainda procuravam salvação, num abrigo de província científica,<br />
Sentia que o quase no qual impelia-o, agraciava-lhe com uma espécie de armadura estóica,<br />
Mas que nem mesmo a indiferença ecumênica o despia da liberdade,</p>
<p>Como o puro transcender para si mesmo, tornando-se uma alteridade sem qualquer qüididade,<br />
Onde se compreendia apenas pelo esboço que deixava em resíduos de linguagem;<br />
Mas no sorriso que ainda mantinha, havia algo que não lhe fora roubado pela libertinagem.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Paixão pelo ego &#8211; sobre Petror Calascos</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/27/paixao-pelo-ego-sobre-petror-calascos/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/27/paixao-pelo-ego-sobre-petror-calascos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 01:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ele a acariciava como ela lhe fosse apenas uma extensão de seu corpo,
Como se sua fina e limpa pele lhe fosse apenas um espelho de sua alma,
E nesse espelho compreendia-se como uma totalidade existencial, onde seu escopo
Fora e quiçá sempre será a nulidade, cuja possibilidade é condicionada apenas por um si na lama.
Mas nada lhe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=158&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ele a acariciava como ela lhe fosse apenas uma extensão de seu corpo,<br />
Como se sua fina e limpa pele lhe fosse apenas um espelho de sua alma,<br />
E nesse espelho compreendia-se como uma totalidade existencial, onde seu escopo<br />
Fora e quiçá sempre será a nulidade, cuja possibilidade é condicionada apenas por um si na lama.</p>
<p>Mas nada lhe poderia ser pior do que a abrupta e repentina ausência<br />
De sua amada, na qual a metafísica lhe era só um abrigo&#8230;<br />
E na sua fome e sede, junto com aquele medo também metafísico, deixava um resíduo de reticência.<br />
Que fez-lhe a fuga dos céus, para que a ausência fosse real, não apenas tema de artigo.</p>
<p>Agora que a ausência dela lhe era real, não sofria com a totalidade aterradora&#8230;<br />
Sempre sufocante, já que ainda podia ter uma inútil esperança um tanto ameaçadora&#8230;<br />
Mas ainda sim algo a esperar, e não sofrer com o medo da própria finitude.</p>
<p>Medo da própria finitude&#8230; e ainda pensava naquela fina pele e naqueles negros cabelos,<br />
Que tanto o admirava&#8230; mas já que amava mais o reflexo do seu ego naqueles cristais ouriçados,<br />
Continuou passando a mão nos próprios cabelos, admirando-se da decadência passiva dos desavisados.</p>
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	</item>
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		<title>Ébria contingência</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/21/ebria-contingencia/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/21/ebria-contingencia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 12:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esvaindo-se por sombras estrangeiras, que são acariciadas por púlpitos melindrosos,
Torno-me ébrio com meu pungente asco, num tango que brinda o peso,
De uma existência tão vazia quanto o espírito efuso,
Da leveza dessa transcendência ao peso da indecência, escuso como cães medrosos.
Terno sono que inteiro some, advinha o que somo numa brincadeira de sonhar.
E à maneira dos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=155&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Esvaindo-se por sombras estrangeiras, que são acariciadas por púlpitos melindrosos,<br />
Torno-me ébrio com meu pungente asco, num tango que brinda o peso,<br />
De uma existência tão vazia quanto o espírito efuso,<br />
Da leveza dessa transcendência ao peso da indecência, escuso como cães medrosos.</p>
<p>Terno sono que inteiro some, advinha o que somo numa brincadeira de sonhar.<br />
E à maneira dos histéricos, que senhores do som pensam ser,<br />
Levo a termo meu silêncio, apenas para confirmar mais um desarmar.<br />
Mas se caso apenas for um sonhar, sei que ainda posso novamente me estarrecer.</p>
<p>E então novamente estamos exauridos, de nós mesmos excluídos.<br />
Mas eu preciso que continues a precisar da minha necessidade de lhe ter,<br />
Minha decadência não teria sabor sem seu favo, garota&#8230; é o canto dos lírios excetuados.</p>
<p>E ainda penso quem poderia assassinar a alteridade de nossas ausências,<br />
Nas ternas sobras impessoais que governam o fulcro dessas cadências.<br />
Como vultos que tornamo-nos, a apropriação de si é só mais uma ausência de ter.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>No deserto da decadência</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/15/no-deserto-da-decadencia/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/15/no-deserto-da-decadencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 17:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escritos metafísicos - ou quase isso]]></category>
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		<category><![CDATA[Alteridade quebrada]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Decadência]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>
		<category><![CDATA[Tédio]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda fala, ecoada por risível silêncio, encerra-se em cripta rala;
Por fim se esconde aquela remissão ao social, garantia de qualquer valor moral&#8230;
E quando se é acalentado pelo desespero, que agora já se cala,
Tem-se como postura o afirmar do próprio ego, na falta da possibilidade de um solo real.
Mas o real solo social é um predicado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=152&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Toda fala, ecoada por risível silêncio, encerra-se em cripta rala;<br />
Por fim se esconde aquela remissão ao social, garantia de qualquer valor moral&#8230;<br />
E quando se é acalentado pelo desespero, que agora já se cala,<br />
Tem-se como postura o afirmar do próprio ego, na falta da possibilidade de um solo real.</p>
<p>Mas o real solo social é um predicado além da nulidade do deserto individual.<br />
E quando no aclamado hábito do diário fazer-se advém a perturbada lembrança,<br />
Ou a tranqüila angústia, a doce decadência revela-se como condição mortal,<br />
Cujo tédio é apenas o sentir-se sendo nessa indiferença.</p>
<p>E a volúpia que na artéria pulsa, abnega-se perante a profunda ausência.<br />
Ou ressente-se perante a imagem da carência.<br />
Ou fataliza-se pelo próprio transparente ego em decadência.</p>
<p>E queimam-se promessas de plebeus que se querem reis&#8230;<br />
Dos cansados e fracos na vileza com que juram amor&#8230;<br />
E se fere a solidão, onde no escuso suicídio floresce-se com nova dor.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>O reflexo partido do sonho.</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/07/o-reflexo-partido-do-sonho/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/07/o-reflexo-partido-do-sonho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 17:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos metafísicos - ou quase isso]]></category>
		<category><![CDATA[Na alteridade do espelho-quebrado]]></category>
		<category><![CDATA[Abismo]]></category>
		<category><![CDATA[Alteridade]]></category>
		<category><![CDATA[Desvitalização]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Como senhor do próprio caminho, denominado sonho pelo próprio destino,
Criado pelo próprio senhor do espinho, onde cravou as mãos na rosa do desatino,
E descobrira que tudo o que sabia com o vinho, onde o próprio abismo lhe fora desvelado por seu próprio seu tino,
Apenas tornou indiferente a questão pela verdade em seu coração que não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=150&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Como senhor do próprio caminho, denominado sonho pelo próprio destino,<br />
Criado pelo próprio senhor do espinho, onde cravou as mãos na rosa do desatino,<br />
E descobrira que tudo o que sabia com o vinho, onde o próprio abismo lhe fora desvelado por seu próprio seu tino,<br />
Apenas tornou indiferente a questão pela verdade em seu coração que não passa de um enferrujado sino.</p>
<p>E na absorção do próprio juízo, degustou o próprio deserto conceitual da desvitalização,<br />
Intuindo o mundo em apenas um instante, ferindo-se com seu próprio espinho,<br />
Como um errante de possibilidades, que num talhar descobre-se como a refração,<br />
A própria, amarga e cinzenta refração de seu reflexo partido&#8230; espelho feito espinho.</p>
<p>E pensa como seria se fosse mais real que um sonho,<br />
E ainda que a loucura seja tão aquém de si quanto além do próprio saber,<br />
Compreendia o quão turvo era seu cenho,</p>
<p>Mas como somente a liberdade pode ser tão vazia, sentia que um sonho já não era.<br />
Que aquilo que lhe fora num tolher divino tirado, não fora sua identidade, mas sim o próprio sonho.<br />
Que não podia mais sonhar, não podia ver outro que não a si mesmo no espelho quebrado que lhe fora destinado pelo próprio senhor do sonho.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Das palavras de salvação.</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/04/das-palavras-de-salvacao/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/09/04/das-palavras-de-salvacao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 01:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos metafísicos - ou quase isso]]></category>
		<category><![CDATA[Na alteridade do espelho-quebrado]]></category>
		<category><![CDATA[Abnegação]]></category>
		<category><![CDATA[Moral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Salvação]]></category>

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		<description><![CDATA[Do rastro daquelas palavras erguem-se pedestais, como uma morta nebulosa.
Tão frias e sinceras, provando que nada há de errado nesse opróbrio.
Que nunca houve nada de errado, que a corrupção é aquém a qualquer ilusão difusa.
E com o obedecer de qualquer oráculo, quando a salvação vier há de se estar ébrio.
Não quero salvação, ignomínia moralidade de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=147&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Do rastro daquelas palavras erguem-se pedestais, como uma morta nebulosa.<br />
Tão frias e sinceras, provando que nada há de errado nesse opróbrio.<br />
Que nunca houve nada de errado, que a corrupção é aquém a qualquer ilusão difusa.<br />
E com o obedecer de qualquer oráculo, quando a salvação vier há de se estar ébrio.</p>
<p>Não quero salvação, ignomínia moralidade de nervos flácidos.<br />
De culpa sinto apenas a minha, não a de um degenerado olimpo.<br />
Assimilado pela bestialidade daqueles desertos floridos.<br />
Mas ainda meu reles misticismo protege-me das religiões e das ciências, num brado ímpio.</p>
<p>Acreditando no que vem de dentro e absorvendo o que está fora,<br />
Como se houvessem tais dimensões,<br />
Somos obrigados a crer&#8230; é o que diz quem ora.</p>
<p>Mas não faz qualquer diferença a pergunta por existir ou não&#8230;<br />
Quem está absorvido por si próprio não alcança o suicídio pelo desapego.<br />
Materialista do espírito&#8230; assim é aquele que, quando existe, ganha já um ‘não’&#8230;</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/quemsera.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/quemsera.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/quemsera.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/quemsera.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/quemsera.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/quemsera.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/quemsera.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/quemsera.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/quemsera.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/quemsera.wordpress.com/147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=147&subd=quemsera&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Fuga do Ego, número I</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/08/30/fuga-do-ego-numero-i/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/08/30/fuga-do-ego-numero-i/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 21:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Do amor - do resíduo]]></category>
		<category><![CDATA[Na alteridade do espelho-quebrado]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[E isso não é nada além do que uma fuga,
Sou sua comunhão consigo mesma, numa híbrida sinceridade,
Da mais vulgar à plena sensatez que lhe refuga,
Que tanto me faz bem, mesmo sendo uma perdida brisa de alteridade.
Não lhe sou mais que um motivo para crer,
Que nem tudo é sofrer, que às vezes vale à pena tecer,
Só [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=144&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>E isso não é nada além do que uma fuga,<br />
Sou sua comunhão consigo mesma, numa híbrida sinceridade,<br />
Da mais vulgar à plena sensatez que lhe refuga,<br />
Que tanto me faz bem, mesmo sendo uma perdida brisa de alteridade.</p>
<p>Não lhe sou mais que um motivo para crer,<br />
Que nem tudo é sofrer, que às vezes vale à pena tecer,<br />
Só o que nunca lhe disse é que o fracassar é inerente ao tentar,<br />
E esse, como imanência que transcende o próprio realizar.</p>
<p>Não, não lhe sou nada além do que um motivo&#8230;<br />
Algo a que você possa estar segura de que um dia alguém lhe dará um ouvido.<br />
E que jamais cairá no olvido, pois o miserável ego ainda é altivo.</p>
<p>E sua comunhão depende de minha autorização,<br />
Você precisa de mim como ausência, não suportaria qualquer realização,<br />
Você me dedica todo o respeito do mundo&#8230; mas cordialidades não pulsam o coração.</p>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O gerúndio da contingência</title>
		<link>http://quemsera.wordpress.com/2009/08/27/o-gerundio-da-contingencia/</link>
		<comments>http://quemsera.wordpress.com/2009/08/27/o-gerundio-da-contingencia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 18:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quemsera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos metafísicos - ou quase isso]]></category>
		<category><![CDATA[Na alteridade do espelho-quebrado]]></category>
		<category><![CDATA[Alteridade]]></category>
		<category><![CDATA[Contingência]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexo]]></category>
		<category><![CDATA[Tédio]]></category>

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		<description><![CDATA[Quão bela é essa contingência, que me dizes estar eu embrulhado como rouxinol em seu cantar.
Belo também é a forma como são criados os problemas, uns à necessidade, outros à contingência.
Mas quando se vive à maneira de gramatical pessoa primeira, é fácil julgar.
E quando a simples existência já fica para trás, em terceira pessoa resume-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=136&subd=quemsera&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quão bela é essa contingência, que me dizes estar eu embrulhado como rouxinol em seu cantar.<br />
Belo também é a forma como são criados os problemas, uns à necessidade, outros à contingência.<br />
Mas quando se vive à maneira de gramatical pessoa primeira, é fácil julgar.<br />
E quando a simples existência já fica para trás, em terceira pessoa resume-se uma negligência.</p>
<p>Estagnando qualquer estupidez, qualquer vileza, qualquer resquício de cordialidade.<br />
Mas não há de querer a simples vida aquele que se mostra como um gerúndio abnegado.<br />
E ainda anda onde nunca andou a rosa constipada da magnanimidade.<br />
E sua arte é apenas o fel escorrido da fraqueza dos nervos de um conceito assexuado.</p>
<p>E quando, no esforço para acompanhar a própria cordialidade, vê-se no espelho,<br />
Quebrado por não mais agüentar o próprio reflexo, num mundo deveras literatelho,<br />
Apenas sente como refração uma perdida alteridade, num futuro regado a malho.</p>
<p>Talvez seja muito bom o belo, para que tantas escórias brindem parvoíces.<br />
Mas não há de se esquecer que o reflexo não pode ser ético, como querem marusses em glacês.<br />
Mas não há de se lembrar aquele que é apenas abstrato, desprezando as próprias veneradas tolices.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/quemsera.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/quemsera.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/quemsera.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/quemsera.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/quemsera.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/quemsera.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/quemsera.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/quemsera.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/quemsera.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/quemsera.wordpress.com/136/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=quemsera.wordpress.com&blog=1995130&post=136&subd=quemsera&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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