Canção de Amor

fevereiro 22, 2012 at 9:24 pm (Da ficção à desilusão, Do amor - do resíduo, Na alteridade do espelho-quebrado) (, , , , , , , , )

Fácil por um momento… quando o todo esvai-se e sobra um fluxo contextual.
Mas a necessidade de culpar outrem urge vulcanicamente como vontade
De reparar um mal que nada mais é do que o acontecimento mais habitual,
De que sempre há um fim, e isso justamente outorga a responsabilidade, e não a culpa da realidade.

A estrutura da relação transforma-se em algo anímico, em que pode permanecer
Independente das pessoas, apenas confluindo nas adequações particulares.
E não saber disso e assumir a relação como a simbiose do esquecer
É o que se faz, é como se vive, nutrem-se motivos dos anímicos ares.

E a vida sempre se mostra como uma sinopse, em que os espectadores fingem
A surpresa da interação, abençoados pelo esquecimento de que tudo é vinculação.
E tudo se cristaliza como má-fé, e a relação torna-se um penhasco irresistível de ação.

E sim, deve-se continuar a dança, pelo mesmo motivo de quem organiza o show.
E o abismo instaura-se onde ninguém vê, porque não é algo a ser visto.
Difícil por um momento… quando o que sobra são migalhas estratificadas sem o menor significado e justificação para fazer parte do show.

2 Comentários

  1. João b disse,

    Um Schop Heideggeriano, ou um Heidegger Schopenhauriano?

  2. quemsera disse,

    hahahah… acho que um Schop. heideggeriano. Ou o contrário.

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