Canção de Amor
Fácil por um momento… quando o todo esvai-se e sobra um fluxo contextual.
Mas a necessidade de culpar outrem urge vulcanicamente como vontade
De reparar um mal que nada mais é do que o acontecimento mais habitual,
De que sempre há um fim, e isso justamente outorga a responsabilidade, e não a culpa da realidade.
A estrutura da relação transforma-se em algo anímico, em que pode permanecer
Independente das pessoas, apenas confluindo nas adequações particulares.
E não saber disso e assumir a relação como a simbiose do esquecer
É o que se faz, é como se vive, nutrem-se motivos dos anímicos ares.
E a vida sempre se mostra como uma sinopse, em que os espectadores fingem
A surpresa da interação, abençoados pelo esquecimento de que tudo é vinculação.
E tudo se cristaliza como má-fé, e a relação torna-se um penhasco irresistível de ação.
E sim, deve-se continuar a dança, pelo mesmo motivo de quem organiza o show.
E o abismo instaura-se onde ninguém vê, porque não é algo a ser visto.
Difícil por um momento… quando o que sobra são migalhas estratificadas sem o menor significado e justificação para fazer parte do show.
João b disse,
fevereiro 22, 2012 às 11:01 pm
Um Schop Heideggeriano, ou um Heidegger Schopenhauriano?
quemsera disse,
fevereiro 23, 2012 às 2:53 am
hahahah… acho que um Schop. heideggeriano. Ou o contrário.