O encontro de tartarugas esclerosadas

Outubro 13, 2009 at 5:26 pm (Da ficção à desilusão, Do amor - do resíduo) (, , , , , )

Encontre amores, encontre palavras para quem você quer endereçar amores,
Encontre paixões, não negue a conduta do prometer,
Encontre o esquecer que tanto lhe apraz, encontre os risíveis amores,
Encontre tudo o que puder nisso que apenas torna indiferente esse morrer.

Encontre mais valores morais para seguir, principalmente para ser livre e não ser moral,
E nem mortal, e viver na era de aquário num Éden artificial com incensos de tarja preta.
E assim novamente dizer que ama, porque te sentes envolto numa ausência carnal.
E achas que o ressentimento é apenas um detalhe dos que não mais tem qualquer meta.

E assim te preenchas com aquele sol de vidro em uma sexta-feira à noite,
Ruminando dinheiro por outrem mascado, achando-te autêntico ao não dar o bote,
E ficando feliz por ganhar novamente um novo motivo para seguir um ígneo amor.

Tão ígneo que se apaga com a menor constatação da própria reles insignificância,
Mas tão profundo que já se esquece disso, criando mais um motivo para seguir com ardor.
E assim te tornas livre, sem moral, sem conceitos, apenas seguindo sem memória o que foi dito e ordenado com magnificência.

2 Comentários

  1. Victor disse,

    Esse me ofendeu. Mas até certos relâmpagos me ofendem as vezes.

  2. Antônio Piaia disse,

    E no fim das contas o amor acaba por ser descartado, esquecido e subjugado…
    Seria ele mais uma mera banalidade da vida do homem? Mais um artifício para que possamos fugir da nossa eterna solidão?

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