Das palavras de salvação.
Setembro 4, 2009 at 1:19 am (Escritos metafísicos - ou quase isso, Na alteridade do espelho-quebrado) (Poesia, Salvação, Moral, Abnegação)
Do rastro daquelas palavras erguem-se pedestais, como uma morta nebulosa.
Tão frias e sinceras, provando que nada há de errado nesse opróbrio.
Que nunca houve nada de errado, que a corrupção é aquém a qualquer ilusão difusa.
E com o obedecer de qualquer oráculo, quando a salvação vier há de se estar ébrio.
Não quero salvação, ignomínia moralidade de nervos flácidos.
De culpa sinto apenas a minha, não a de um degenerado olimpo.
Assimilado pela bestialidade daqueles desertos floridos.
Mas ainda meu reles misticismo protege-me das religiões e das ciências, num brado ímpio.
Acreditando no que vem de dentro e absorvendo o que está fora,
Como se houvessem tais dimensões,
Somos obrigados a crer… é o que diz quem ora.
Mas não faz qualquer diferença a pergunta por existir ou não…
Quem está absorvido por si próprio não alcança o suicídio pelo desapego.
Materialista do espírito… assim é aquele que, quando existe, ganha já um ‘não’…
ressentimento disse,
Setembro 5, 2009 às 4:37 am
O tratado das não-pessoas (ou das quase-pessoas, subcategoria das não-pessoas). Praticamente um evangelho que, embora sem mandamentos, criptografa a explicação do ‘porque’ existir (ou “insistir”, modo de existência dos que desistiram de desistir e não podem propriamente existir).
Salve a Rede que fala por ti.