Da manhã de toda a vida…

Junho 30, 2009 at 7:00 pm (Do amor - do resíduo) (, , , , )

Da manhã de toda a vida

Na manha de cada dia, donde o doce é suavizado,
O esquecimento permite o direcionamento, cristalizado;
Assim como na vida, a existência no nada enredada,
A manhã absorve o ser no fel com o qual sorve o mel nessa iludida estada.

E assim deixa-se ser o apenas neutro em dissociação;
Resignando o próprio ter, abraçando apenas o conceber.
Quiçá incapacidade, mas o socializar já é disfunção.
Ò doce mártir penitente, sangria seca de todo obedecer.

Já se é outro, quando se é essa relação; mas ainda se é apenas um.
E no advento desse outro, só o esconder-se a chamar pelo nome.
Fugir de tudo, mas fugir para o tudo, na medida em que esse tudo é nada, ou um.

Não se é para entender, pois não faz a menor diferença…
Nada mudará; o pão continuará sendo o pão amassado independente do discurso que o aprisione.
Na manhã de toda a vida, donde o doce é suavizado, não faz a menor diferença…

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Alteridade do mesmo, abismo do outro

Junho 23, 2009 at 5:18 pm (Na alteridade do espelho-quebrado) (, , , )

É só um esconder-se… o ver-se como póstumo jaz na alteridade.
Não àquela pertinente a outro, mas à própria relutante ao nada intempestivo.
Na promessa de um amor à hipocrisia de uma contingência rogada em personalidade.
O escondido ego deve ser merecido pela persona serene do corrosivo.

Oh impérios de luz, saboreando-se de indignas iluminuras.
Oh impérios populares, feitos de pessoas… asco ímpio é elogio à elegia.
Nesse humanismo prometido onde nem mesmo à terra prometida era posta em tais molduras.
Clamo-me à altura de minha felicidade ao fosso onde achei que regia.

Criaturas ausentes de alteridade me chamam, preciso dormir.
Mas o sono não deixa-me aquiescer à memória na qual o sorrir é propriedade.
A essência é menos mística do que o que se diz ser… pobres de egoidade.

Facínoras desprezíveis em seu atordoamento mnemônico…
Esfolar-lhes-ia como o fazem os homens de ação… mas à esses o mesmo faria.
Harmônico tudo parece ser ao exilado de alteridade, estúpido si renegado em eco…

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