Na sentença do muro – a culpa: III – Obsessão em retorno
E é um não… sempre um não a determinar, às vezes por mim determinado.
Não suportar mais, mesmo se sabendo sempre que se suporta, é quase hábito.
Nunca quis nexo algum, este vil nexo ávido por mornas possibilidades, por um comum determinado.
E quiçá quis voar, como agora. Só voar, mas vôo só, só por hábito.
Só, é o que me retém; tendo a mim sou condenado, a mim; confuso por me anular.
Mas me anulo de nexo prático, de tudo o que é pra todos. Num brado irado, decepciono-me por saber que tudo continua o mesmo.
E pra sentir onde estou ainda me jogo no muro. No muro anelar.
Mas alguma sensatez ainda me é pertinente, mesmo num espasmo a esmo.
E se tudo necessário fosse, poderia eu me culpar?…mas, por ser necessário é que me torno contingente.
Indigente sapiente de sua condição, sinto somente essa força que enfraquece.
Solidão é tautologia que não se separa por vírgula, pois tudo volta ao “sujeito”.
Talvez minha única compaixão seja uma ínfima culpa, que me permite um sentimento com referência.
E nessa sentença, que se confere como árduo ditame, por mim é feita.
Feita como ilusão, numa árida existência não plastificada, mortificada em inocência.
André Luiz Ramalho da Silveira