Na irrelevânvia da terceira ordem

Fevereiro 29, 2008 at 1:54 pm (Do amor - do resíduo)

Na irrelevânvia da terceira ordem

Minha libertação é sua escravidão… seu deserto é minha instalação.
Ser livre é ser tirano… nada mais. Me enoja sua grandeza de servidão.
E me enoja seu nojo, me enoja sua causa, me enoja sua multidão.
E quando finjo ser eu, quando por tédio sou você, esqueço-me em devassidão.

E minhas forças são absorvidas por mim mesmo… e depois esquecidas.
E o abismo é já um espiral… já se forma como fatalidade… é a responsabilidade.
De ser possibilidade… é tanto o que sinto, que mergulhado em tédio pesco memórias esquecidas…
E aborrecidas, pra não cair em ilusão… é ridículo o esforço tirânico que se faz pra se manter a identidade.

As vezes é preciso sentar-se a mesa e do bolo não comer… é como sobreviver, desistindo do estar.
O estar é uma fatalidade; o ser, uma possibilidade. Mas… sermos possibilidade, é uma fatalidade.
E o abismo a que me entrego é um rasgo temporal cotidiano, quese se frustra numa dialética de autenticidade.

E esse espiral dialético, que leva a inautenticidade, expira-se com a angústia tétrica e singular.
E ainda… e ainda essa pura arte de nada dizer dizendo algo, é apenas o fechamento vil e ordenado da sociedade.
E na consciência de uma ostra… de uma memória nauseante e egocênctrica… institui-se o tédio e a terceira pessoa da
fragilidade.

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No torpor…de um vapor.

Fevereiro 19, 2008 at 8:50 pm (Do amor - do resíduo)

No torpor…de um vapor.

Vapor e vento que se esfriam quando se esquentam na sinestesia de um rebento.
E no silêncio de um compasso de um silêncio , onde nos tornamos deus,
É também onde mais humanos ficamos… no esvair de nossos corpos ao vazio de um acalento.
E onde chegamos é sempre de onde partimos… ser deus para se suicidar… tédio.

Ser deus para se suicidar… teu corpo para me embriagar… meu chão para me devorar
Até a angústia torna-se o que é  para tirar-me do tédio…
Dialética desenfreada dos aconteceres… na consciência nadificadora, pronta para a todos devorar.
E no derreter simétrico das três partes cindidas, o vapor nauseante se mostra como a cor do tédio.

O vento livre… nos mostra o que é ser livre…e que até a liberdade é uma possibilidade,
E que, como tal, está submetida a jogos… e a pergunta sobre liberdade ou determinação,
É a mesma sobre deus… a crua responsabilidade de estarmos cônscios da fatalidade de sermos pura possibilidade.

E me enclausuro nas minhas projeções… e me defendo até de correções.
Mas é isto mesmo… não quero nem a ausência e nem a reluzente brancura.
Porque até o tédio complacente é já uma tentativa de abraçar emoções.

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como ser famoso – a beleza despida (de si mesma)

Fevereiro 13, 2008 at 6:48 pm (Escritos metafísicos - ou quase isso)

 Kate Moss,nua

A dialética deformadora e reformadora de instituições, tanto cívicas quanto irremediavelmente ontológicas, torna qualquer ser famoso. A dialética, o aufheben, que nega, eleva e conserva, também nos implica uma temporalidade. A protensão e retensão, que imediatiza-se sempre no presente, visualiza-se na forma da dialética como estas sendo estados – em parte como figuras de consciência – temporais. É o eterno dinamismo, que é sempre tese, antíse e síntese. Depois dessa besteira, a foto ilustra como ser famoso, a dia-lógica natureza insustentável.

hahahaha

kate-moss-nude.jpg

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