uma última palavra…antes do fim…do começo da dança.

Dezembro 18, 2007 at 5:51 pm (Na alteridade do espelho-quebrado)

Primeiro passo da dança (um pé no tempo)
Recorto-me e divido-me, em três dimensões reunidas e escritas, em versos a esmo.
E no confundir-me comigo mesmo, ainda confundo-me em meio a oníricas possibilidades;
No morrer diário, acalentado ao aconchego de um alegre vazio, igualo liberdade a espasmo,
Dentro de uma fumaça que dura sete minutos, algumas vezes ao dia, como freqüentes inanidades.

E deleito-me com o amor que não tenho, vivendo à tríade do tempo, à dialética.
E deleito-me com a capacidade de amar a tudo, que se iguala a amar a nada,
Como um niilismo prático, donde nada prescinde, nem mesmo o nada. Vermes da estética, numa ilusão ética.
E na sina de não apenas ser, mas sentir ser três, brinco com o nada; pelo passado e pelo futuro que me enfada.

E a maneira de ser nada, condeno-me a qualidade de solidão, condeno-me a liberdade… de exclusão.
E meu rir começa a rir de mim, por compaixão, a fim de que se desperte alguma emoção.
E qualquer ignóbil criatura se sabe por seu choro indulgente, para guardar a máscara da retidão.

Ou até mesmo da anti-retidão, que em princípio é a mesma merda; ofuscando a própria ilusão.
E meu sentido ganho, pelo passado que torna-se necessário, funde-se num projetar-se,
Reunindo-se nesse presente, que não se escolhe, sendo apenas tocado pela angústia. Breve abuso de um extrair-se.

André Luiz Ramalho da Silveira_____14/12/07

Link Permanente 1 Comentário

para alguém..que se sabe..?

Dezembro 13, 2007 at 1:41 pm (Do amor - do resíduo)

O coração… sim, ele bate; estremece-se à percussão, aludindo a qualquer sentir.
Sinto tudo que posso imaginar, até o fim da possível história inventada, mas já não posso tudo que sinto…
Assemelho-me a melindroso medíocre, assim como todos que em seus afazers deixam de ser o que são.
Por mais que somos aquilo a que fazemos, enganamo-nos deveras quando cremos que não somos.
Com a integridade do sentir, na idealidade de um consentir, à categoria do mentir;
E ainda assim seria um bom dia se nossas possibilidades umas com as outras confabulassem, sem mito.
Ao menos alguma vez sem adesão a ríspida moralidade… mas é o que cremos, é a nossa auto exclusão.
Se ainda assim pudesse perder o controle, se pudesse não ser eu, se ainda assim pudessemos ser o que somos.

Link Permanente Deixe um comentário

o começo da dança.

Dezembro 10, 2007 at 6:10 pm (Na alteridade do espelho-quebrado)

Prelúdio a dança do Malkaviano

A roda que impele a formação de um novo caráter num espelho de retro-mundo.
E tudo que se faz uma vez se fará de novo quando o que sempre volta voltar.
Volta essa que não admite referência ao arrependimento, pois a vontade cria o mundo.
E a tragédia regozija-se com a desgraça, na graça de se negar quando se afirma na autenticidade de voltar.

Assim como a criação vestida de construção implica em destruição, na sempre interpretação sobre interpretação,
A nossa determinação para algo jaz velada. Mas, quando se ainda precisa de salvação,
Ainda se precisará de liberdade…e, isso, subjugado é à necessidade da auto-enganação.
Não…aquela roda ainda gira, é só sentir a mobilização. Não, é somente uma breve determinação.

Escapando por escapar, escapando-se a si mesmo de si mesmo, com a sujeira e pela sujeira que se é;
Na busca desenfreada pela fuga, na sagaz fuga da desfragmentação; no eterno vir a ser do que é.
Buscando e criando o princípio de identidade; destruindo e se perdendo pelo si mesmo.

Dessa forma jogado ao nada pela roda de formação, com o predicado único de ser jogado.
E assim como uma dança, que ou se dança ou se assiste, ao paralelo cômico de uma tragédia jogada ao esmo,
Em que se é determinado a sofrer dançando, mas também a assistir a até o fim do repúdio enclausurado.
____________________08/12/07

Link Permanente Deixe um comentário