dos três que não são nenhum.
Novembro 13, 2007 at 7:24 pm (Escritos metafísicos - ou quase isso)
A dor; a flor; o sabor.
A flor é o sabor da dor. O sabor é a dor da flor. A dor é a flor do sabor.
Roube a beleza da flor e deixe-me o sabor da dor.
A negação da minha natureza. Quanta estupidez nos atos dessa dor.
Meus desejos não saciados, sua proteção roubada e meu individualismo comunitarizado.
A posição e seu corpo causando-me sinestesicamente um sabor caótico.
A degeneração do humano é louvada pelas crenças e por um mundo robotizado.
Mas a conseqüência apenas isso é; os sãos procuram a salvação no neurótico.
Tudo isso, tudo aquilo e mais a salvação; qual? Voltar a nada ser ou nada ser assumir?
A estética da flor é sentida como virtude da futilidade.
Mas o frio que vejo meu corpo de rocha em potência sentir faz-me em pensamentos consumir.
Não, eu não sei; não, você não pode saber. Todavia, a felicidade é falsa e a falsidade só engodo produz.
Não, eu não ligo. Sim, minha multiplicidade torna-me raso e hábil artesão de máscaras.
O astro absorve-me a água, me absorve. Tudo flui, menos eu. Sabedoria em ignorância se reduz. Vida é dor; amor é flor; saber é sabor e, eu, é quem me produz.
30/08/2006
einmal disse,
Novembro 17, 2007 às 6:39 pm
Was adicted at my blog! hope enjoy.
http://dunklerort.wordpress.com/
priscila disse,
Novembro 21, 2007 às 10:17 pm
o sumo do amor , não é só a sua flor, mas todas as suas pétalas
Vítor disse,
Novembro 23, 2007 às 11:15 am
De fato. Eu fico, cá entre nós, só com “o sabor da dor”, isto é: a flor. Deixo o sabor e a dor de lado. Dor? Quem me dera fazer calar. Sabor? Fosse preciso, silenciar a Dor, abriria mão dele também.
Saudações.