o que – o novo e o velho
O novo e o velho
O novo, na nova maneira de velho ser, se inova e renova a partir do sentido velho.
O velho…a velha angústia em uma nova situação; sempre na velha repetição, numa cena nova.
O novo, que quando se sabe já é velho, é cada vez mais contingente…na necessidade, velha;
O velho… sim, nada da memória escapa; a velha náusea em mais uma possibilidade, nova;
O novo sentido, no novo sofrimento, que sempre na nova moda surge, é só o mais novo velho.
O velho…é o que se torna novo, por tanto já sentir o velho, por tanto singularizar-se no velho, por tanto ser o mais velho novo.
28/11/07
o que um dia – o velho
O Velho
O velho amor, já ressecado, deixa de presentificar-se ao que pode ser.
Aquela beleza despida, indo de par cm a natureza, já é um si-mesmo singularizado,
Tão belo e feminino quanto esquecido. O velho, que era amor, agora já é angústia de um si.
Jogado e rebatido contra si; volta-se ao nada,rebate-se contra si, contra a ausência que nunca deixou de ser.
Ausência essa que nunca deixa de ser sigular, deixando de ser ausente a evidência do destino malogrado.
Destino aliviado por breve hedonismo, enganado por breve puritanismo, atirado a um breve em-si.
28/11/07
o que era um dia – o novo
O Novo
O novo… é somente um reflexo do que ainda não se havia percebido.
Até mesmo aquela oculta dor em um secreto eu, de uma culta segmentação que se acaba numa crença morta.
Morta sedimentação… das sempre risíveis possibilidades. Mas a sengrenta marcha da reptição,
Desperta a fé nos que a si mesmos querem, com a razão de quem está vencido.
E a convicção de quem pode estar iludido. O amor encerra-se e se esconde e escapa-me da visão.
Quebrando as possibilidades e delas parte nem fazendo. O novo… é repetição de erudição.
…….26/11/07
coisas…fechadas.
………..o salto do tempo no exoesqueleto
II – O descompasso
O fluxo interminável de conseqüências inatingíveis esgota de cor o aparente
A cor da sombra da existência nossa demonstra-nos o vazio temporal na apatia de nossas veias.
Explode meu sangue, por entre pares. Dos lares que me perderam por ato inexistente.
Surgem ímpares inoculados pelas inatingíveis conseqüências no fulcro dessas sujas veias.
Por esse som que se torna periódico pelas batidas sangrentas
Com essa posição caída que impõe-nos uma louvação a fraqueza.
Destruição é libertação, esquecimento pela criação… o amor é vendido em malotes.
Fale em mim, fale da dor; pura teoria. Dor teórica e falas sobre tristeza.
Sinta a morte diária, com um coração congelado e a alma ardendo na loucura..
Loucura? Sinto a mais profunda carência de um reflexo de meu sorriso.
Seu amor? Você está longe de sentir qualquer coisa e descobrir que tudo tanto faz….loucura..
O sorriso liberta, liberta a dor na alegria; na repudiada ausência, o sorriso
Ri-se de si mesmo. Da dor e da tragicomédia sem o menor sentido que se faz a existência.
O aparente só é aparente quando existe o não-aparente; mas não sou nada, só sou ausência.
________________________________________________19-26/04/2007
Da nulidade à inexistência.I
Que e querer
Que um nada não seja nada além de nada, sem esperança.
Que do nada não se espere nada, a não ser a inexistência.
Que o ato de tornar nulo não seja nada além do que a dominação.
Que a dominação pelo ato de tornar nulo não seja nada além do que tornar-se espírito em existência.
A existência é para o que ela é, o fracasso somente é o traje da vontade.
Querer é morrer e não querer morrer é não querer viver e não querer viver é não querer existir,
Não querer existir é deixar de ser e, isso, nada mais do que contradição.
Querer contradição é inerente ao querer, mas o querer na linguagem não suporta contradição.
Querer apatia é viver a existência no mais alto grau de dominação, descansando e sentindo o passado do que se conhece.