Escritos pós-humanos

Outubro 30, 2007 at 6:26 pm (Na alteridade do espelho-quebrado)

DESTRUIÇÃO-DESESTRUTURAÇÃO-DESCARACTERIZAÇÃO

Exaustão de todo acidulante interno para a transmutação

Transmutação do que já é para a transvaloração do sem regras já dito

Orófito determinado a confinado ser no ácido asco da heterogenização

Da pertinente solidão que de forma alguma deleita-se pela vontade de ausência ser no dito

 

Selo-me pelo vazio, pela abertura de compreensão, pela ausência de indulgência

Selo-me na vida, na dor polida; na infelicidade do silêncio não proliferado

Selo-me quando jogo-me no externo, no hirto de intenções hipócritas dos que amam a decência

Selo-me pelo sempre afirmar pelo interno sentido, na destruição do externo pelo excesso do que se sente no interno agoniado

 

Exaustão de todos os valores e preceitos, conceitos e preconceitos; o prático é só uma muralha, pequena e grande construção

Nesta cidade de cereais e armas, onde a poluição e o cinza são belos perante as coisas pessoas

E seus reflexos, reflexo é só o eco que quer se exteriorizar, já que comunicamo-nos por abstração

 

Anestesia, é só o que queremos nós, os que ao menos sabem que querem, a tristitia é quase condição

Mas o conflito não cessa-se, nem a dor, nem o ácido pingente na ação. Tudo enfraquece-se

Desde um pequeno dito a um selo mesmo, ao nada mutável que é a dor, a runa que é o belo e o prazer da destruição pela afirmação

27/06/2007

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não poetas para não poesias poéticas

Outubro 26, 2007 at 5:18 pm (Escritos metafísicos - ou quase isso)

À parte, no destino privado

.Como se não fosse o que se é (sendo o ‘é’ como se é sendo) 27/09/2007

Ninguém sentirá… ninguém nem ao imaginar poderá desejar um tal querer;
Fatalismo de uma mente em combustão, como se a benção fosse a essência;
À parte de tudo, o destino trilha tudo ao perpétuo vir a ser, de tudo o que é,
Como se não fossem… mas, mesmo sendo, elas vêm a ser… é insuportável um tal ‘morrer’;
Tudo apresenta-se como se não fosse, de um modo que a má fé evidencia-se em essência,
É insuportável pensar… ainda que seja num novo amanhecer… sozinho, como se é;

Novamente… é só mais um novamente a suportar… como se já não bastasse…
Todos os ‘novamente’ a cada vez que se sente não agüentar mais… como se também,
Não se soubesse que sempre se supera tudo… Novamente um novo vir a ser presentifica-se,
Assim como a referência em mais um novo significar… driblando a angústia a cada enlace.
Como se não fosse possível querer mais um dia a se dizer amém…
Queimar a tudo… combustão existencial… não há nem culpa, nem a quem no lodo não encontra-se.

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