Escritos pós-humanos
DESTRUIÇÃO-DESESTRUTURAÇÃO-DESCARACTERIZAÇÃO
Exaustão de todo acidulante interno para a transmutação
Transmutação do que já é para a transvaloração do sem regras já dito
Orófito determinado a confinado ser no ácido asco da heterogenização
Da pertinente solidão que de forma alguma deleita-se pela vontade de ausência ser no dito
Selo-me pelo vazio, pela abertura de compreensão, pela ausência de indulgência
Selo-me na vida, na dor polida; na infelicidade do silêncio não proliferado
Selo-me quando jogo-me no externo, no hirto de intenções hipócritas dos que amam a decência
Selo-me pelo sempre afirmar pelo interno sentido, na destruição do externo pelo excesso do que se sente no interno agoniado
Exaustão de todos os valores e preceitos, conceitos e preconceitos; o prático é só uma muralha, pequena e grande construção
Nesta cidade de cereais e armas, onde a poluição e o cinza são belos perante as coisas pessoas
E seus reflexos, reflexo é só o eco que quer se exteriorizar, já que comunicamo-nos por abstração
Anestesia, é só o que queremos nós, os que ao menos sabem que querem, a tristitia é quase condição
Mas o conflito não cessa-se, nem a dor, nem o ácido pingente na ação. Tudo enfraquece-se
Desde um pequeno dito a um selo mesmo, ao nada mutável que é a dor, a runa que é o belo e o prazer da destruição pela afirmação
27/06/2007